
Luta contra agrotóxicos
& o lixo plástico
América do Sul está sufocando no lixo. Para os políticos, o descarte de resíduos não é um tema com o qual se possa ganhar votos nas eleições. Isso chega até o ponto de, por exemplo, na planejamento da capital Brasília, o aterro sanitário ter sido simplesmente ignorado. As empresas optam sempre pela solução mais barata para armazenar seus resíduos e entulho, transferindo a responsabilidade pelo descarte para terceiros. Muitos cidadãos também lidam de forma descuidada com o lixo e só percebem o problema quando o serviço de coleta entra em greve. A educação ambiental nas escolas é inexistente. Mesmo a reciclagem, na maioria dos países, só funciona onde surgiram iniciativas privadas.
Como, por exemplo, na vila de pescadores de Campinhos. O rio Pardo, de um lado, e a correnteza do mar, do outro, levam grandes quantidades de plástico para os manguezais. LComo, por exemplo, na vila de pescadores de Campinhos. O rio Pardo, de um lado, e a correnteza do mar, do outro, levam grandes quantidades de plástico para os manguezais. L
O Brasil enfrenta um problema muito mais complexo de gestão de resíduos em relação aos seus rios. Ao longo de seus cursos, estabeleceram-se inúmeras indústrias – plantações ou minas, por exemplo. Pesticidas, metais pesados e outras substâncias tóxicas infiltram-se nas águas subterrâneas ou são “depositados” de forma barata e inadequada em bacias de retenção. Em tempos de mudanças climáticas, tais reservatórios rompem-se devido a chuvas torrenciais, e avalanches tóxicas abrem caminho até os rios, envenenando a vida ao longo de centenas de quilômetros. Foi o que aconteceu em 2019 em Brumadinho e em 2022 no Rio Pardo.

