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Carnaval &
                  Capoeira

Carnaval

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O Carnaval brasileiro tem origens europeias, pois foi introduzido pelos portugueses. Assim como na Europa, no Brasil, esta festividade baseia-se em tradições pré-cristãs. Há alguns séculos, durante o período escravidão, associou-se aos deuses dos Quilombolas, os Orixás. No Rio de Janeiro, os habitantes afro-brasileiros das favelas ainda hoje celebram o Carnaval, embora de uma forma bastante "biquíni”-modernizada.

 

No Brasil, existem inúmeras variantes do Carnaval. Em Olinda, no estado nordestino de Pernambuco por exemplo, há uma cerimônia de dança especial chamada "Darue Malungo", que inclui elementos espirituais dos Orixás e retrata a luta pela libertação social dos Quilombolas.

2003

Capoeira

Naquela época, os escravos africanos não só eram proibidos de manter as suas tradições como também de possuir armas. Para resolverem problemas sociais internos e, por vezes, externos da comunidade afro, começaram a usar o próprio corpo como arma.

Para que os patrões escravocratas, que eram católicos fervorosos, não percebessem o que estava a acontecer, os capoeiristas formavam um círculo, cantavam e batiam palmas, de modo a bloquear a visão dos lutadores. Quando alguém se aproximava, os percussionistas alteravam o ritmo como sinal para que estes começassem oficialmente a cantar à Virgem Maria, embora na verdade se estivessem a referir aos seus Orixás.

No início dos anos 2000, as culturas afro-brasileiras estavam em ascensão, mas ainda não eram aceites publicamente, sendo, em alguns casos, mal vistas ou proibidas localmente.

Para fortalecer a sua identidade, os jovens afro-brasileiros foram incentivados em um centro juvenil em Olinda a apresentarem-se, por um dia, vestidos com trajes festivos de rainhas ou reis, na dança "Darue Malungo".

Capoeira (Inter) Nacional 

Öffentliche Schule

Hoje, as companhias de dança do “Darue Malungo” são conhecidas mundialmente, a arte marcial “Capeiora” faz agora parte do currículo da maioria das escolas públicas brasileiras e um plano de aulas está presente em todos os centros de fitness europeus que se preze.

Claire, uma inglesa, conheceu seu futuro marido durante um curso de capoeira anglo-brasileira no início dos anos 2000, em uma vila de pescadores no Ceará. Eles se casaram e, desde então, residem na reserva marinha brasileira conhecida como Prainha do Canto Verde.

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Veja o documentario de 2016:

De acordo com a tradição afro-brasileira, Claire atualmente foca especialmente na preservação ambiental de sua reserva.

A jornalista Sandra Weiss e a cinegrafista Charlotte Eichhorn vêm investigando essas questões há anos e até décadas. Elas acompanharam os protagonistas e retrataram suas vidas, suas lutas, seus contratempos e seus avanços em um ambiente hostil. Os relatórios e documentários que eles publicam aqui são um testemunho histórico do lado sombrio da globalização e nos levam a refletir sobre nossa civilização e nosso modo de vida.

Pelo trabalho “un genocido oculto” (Um genocídio oculto), eles receberam o prêmio dos Publicitários Católicos da Alemanha “pela coragem jornalística”.

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